Não é segredo para ninguém que as canções do Pregador Luo são fonte de inspiração e motivação para muitos lutadores de MMA. Em uma delas, o rapper descreve Anderson Silva no trecho: “Um moleque do gueto, bom de briga. Dá orgulho pros irmãos, dá orgulho pra família”.

O cantor também dedicou canções ao Wanderlei Silva, Pedro Rizzo, Vitor Belfort e Lyoto Machida.
Para quem não sabe, desde a infância Luo se interessa por esportes. Ele migrou para o MMA, após treinar jiu-jitsu com Rocian Gracie. Durante os campeonatos, como rapper, conheceu figuras influentes no esporte, como por exemplo, Vitor Belfort, a quem compôs o hit “Música de Guerra”.
“Nós tínhamos uma assessoria em comum, e ele falou que treinava com as minhas músicas. Fui treinar com ele, como hobby e nessas ele me pediu em 2003 ou 2004 para fazer uma música para ele entrar em uma luta”, conta.
Apesar de ser conhecido nos octógonos, Luo possui uma certa “bronca” dos organizadores do UFC, pois a política do evento minou o projeto “Música de Guerra”, álbum destinado às lutas de MMA.
De acordo com o rapper, a organização não permite que os lutadores entrem no octógono com músicas que falam sobre si. Ou seja, por causa da “metalinguagem”, as canções foram vetadas.
“Hoje, o UFC alavancou o esporte, o que é louvável. Mas algumas atitudes são equivocadas. Na época do Pride, o (Maurício) Shogun e o Gesias (Cavalcante) entraram com as músicas deles. Mas lá com o UFC, mesmo sem serem as canções pessoais, eu já tive de abrir mão de direitos autorais para eles usarem as músicas“, revela o rapper.
O ex desafiante dos pesos pesador Pedro Rizzo, apesar de estar longe do UFC, afirmou que continua usando as músicas do cantor durante suas disputas. “O Luo teve essa sacada há dez anos e foi um pioneiro. Hoje todo mundo quer usar o esporte, mas ele teve antes essa visão, valorizando os atletas. Hoje, não é só um cantor, mas um amigo”, diz o carioca.
A história de Luo nos octógonos é antiga. “O MMA é o meu futebol. Tudo começou quanto eu era bem garoto e gostava do Bruce Lee e do kung fu. Minha mãe me colocou no judô, porque era menos ‘violento’ e eu treinei por um tempo. Acabei deixando o esporte de lado para fazer hip hop, mas retornei em 2000, fazendo jiu-jítsu com o Rocian Gracie”, conta.
“Foi importante estar no esporte para formar meu caráter. Enquanto os moleques estavam na rua, eu estava suando, condicionando minha mente. Quando saia, levava esta postura e conseguia recusar quando estavam fumando e queriam me passar um baseado. Eles saíam para roubar e eu lembrava do meu professor, a quem eu não queria desapontar. Fora isso, ajudou também no hip hop. As letras são degradantes, sobre ostentação e apologia às drogas, e eu fui para um lado positivo”, afirma Luo.
Raquel Tenuta - Redação iGospel
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